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Luana Don ex-repórter do Superpop é condenada por envolvimento com PCC

A advogada e modelo Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, a ex-repórter Luana Don, do programa Superpop, da RedeTV!, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de integrar organização criminosa após ter se envolvido com uma célula jurídica da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Luana aguardará o recurso da sentença em liberdade.

Após ter passado cinco meses em prisão preventiva na penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, Luana foi colocada em liberdade na última sexta-feira, horas depois da sentença do juiz Gabriel Medeiros, da 1º Vara da Comarca de Presidente Venceslau. Ela seguiu para a casa dos pais na zona norte da capital paulista.

Luana foi incluída em um rol de 54 pessoas denunciadas no âmbito da Operação Ethos, da Polícia Civil com o Ministério Público, que desarticulou uma espécie de departamento jurídico do PCC, apelidada de “Sintonia dos Gravatas” ou “Célula R”. Sob o pretexto de prestar serviços de advocacia, membros desse núcleo foram acusados de realizar tarefas ilícitas como levar e trazer informações de presos para outros membros do PCC e prestar favores a familiares de detentos.

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Depoimento

Luana é de uma família de classe média, se graduou em direito pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e fez curso de teatro. Na época em que integrou a célula R, ela conciliava o emprego na área jurídica de uma empresa de engenharia com as gravações do Superpop, da RedeTV!

Em seu depoimento dado em juízo, em setembro, Luana afirmou ter conhecido Marcela Fortuna, uma das principais gestoras da célula – hoje presa e aguardando julgamento – e que a contratou para os serviços, por intermédio de um colega de trabalho da emissora. O encontro, confirmado à Justiça pelo funcionário, ocorreu em um shopping no interior de São Paulo.

A despeito de Luana não ter experiência em direito criminal e nunca ter advogado, Marcela quis contratá-la de forma temporária para substituir uma funcionária afastada, cuja função era acompanhar processos na capital paulista.

Luana teria se encontrado uma segunda vez com Marcela, na cidade de Sumaré (no interior do Estado), onde esteve em um escritório onde a gestora da célula trabalhava. A ré diz não ter desconfiado que no local funcionaria uma organização criminosa.

Luana disse ainda não ter estranhado o fato de ser tratada pela sigla de R35, já que uma empresa de engenharia onde trabalhava anteriormente identificava os funcionários por números. Da mesma forma, ela disse ter achado normal receber um endereço de e-mail e um número de celular.

O salário inicial combinado com Marcela, segundo a depoente, seria de cinco mil reais, mas a remuneração inferior se deu pela recusa de Luana em produzir uma peça jurídica, pois tinha dificuldade na sua elaboração, fato que culminou também em seu desligamento da célula de advogados.

Fonte: Veja.Com

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